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Conectividade e finanças: dados do Global Findex 2025

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A digitalização crescente da vida financeira é uma tendência observada ao longo da última década e que foi reforçada pela pandemia no mundo todo. No Brasil, um dos países que a população adota tecnologia e a rápida popularização do PIX acelerou ainda mais esse processo. Os serviços financeiros digitais requerem, no entanto, uma infraestrutura que permita a inclusão do mundo digital. Neste artigo, apresentamos os dados mais recentes sobre o acesso dos brasileiros a smartphones e a internet, bem como sobre o uso desses instrumentos para o pagamento de contas e transferências.

As soluções digitais facilitam da prospecção à recuperação do crédito. Os birôs de crédito disponibilizam a consulta da situação do próprio CPF de maneira digital e gratuita para pessoas físicas e possibilitam, no mesmo ambiente, a negociação dos atrasos.

O Banco Mundial coleta dados globais sobre o acesso a serviços financeiros desde 2011 e os reúne em base chamada de Global Findex. A publicação de 2025, com dados referentes a 2024, trouxe números inéditos sobre a conectividade e o seu impacto na inclusão financeira. De acordo com os resultados, 86% têm celular, sendo que 68% têm um modelo do tipo smartphone. A conectividade digital é definida pelo relatório como o acesso e uso da internet ou de aplicativos por meio de um computador, tablet ou celular para interagir e realizar transações.

No Brasil, o percentual de adultos com celular foi de 92%, ficando acima da média global. Já a taxa equivalente a pessoas adultas que possuem smartphone foi estimada em 72%. Sobre o uso da internet, os dados do Global Findex mostram que, no mundo, 71% relataram utilizar a rede nos três meses anteriores à pesquisa. No Brasil, esse percentual foi estimado em 88%.

Com base nesses dados gerais de conectividade, a pesquisa explorou o uso desses recursos na vida financeira. Os dados mostram que a utilização de celular ou internet para o pagamento de contas cresce em diversos grupos de países. Esse mapeamento consta do Global Findex desde 2017. No Brasil, o percentual dos adultos que relataram usar a internet ou o celular no pagamento de dívidas passou de 11%, em 2017, para 55% em 2024, superando a média da América Latina (35%), mas permanecendo abaixo dos países de renda alta média (62%).

Analisando a evolução dos pagamentos digitais, o dado de 2024 revela que 70% dos brasileiros já realizaram esse tipo de transação. Esse percentual foi de 46% na medição de 2021, o que mostra um salto expressivo nos últimos anos, que se explica, em boa medida, pela criação do PIX. Nesse quesito, o Brasil ficou acima do observado na média da América Latina (51%) e dos países de renda média alta (51%).

Os recortes sociodemográficos mostram ainda diferenças relevantes da conectividade por faixa etária. A utilização diária da internet é mais frequente na população com idade entre 15 e 24 anos. Nessa faixa, o percentual chega a 97%, ante 78% entre a população com mais de 25 anos.

Outro fator importante é o uso de telas. O brasileiro tem uso médio de 9:13 horas:minutos e a média global é de 6:40 sendo o brasileiro o segundo maior usuário de telas do mundo.

A inclusão digital plena vai além do acesso à internet e a posse dos dispositivos, requer também habilidades que permitam interações e transações seguras. Isso leva ao tema do letramento digital. A edição mais recente do Indicador de Analfabetismo Digital (Inaf), publicada em 2025, investigou as habilidades digitais dos brasileiros e constatou que apenas 23% dos brasileiros apresentam nível alto de habilidades digitais. Esse é um desafio que precisa ser superado, já que a falta dessas habilidades torna o usuário mais vulnerável a golpes e fraudes.

Ao analisar esses estudos fica perceptível a evolução dos últimos cinco anos e a mudança na forma como as pessoas lidam com o dinheiro e acessam crédito, colocando os serviços financeiros na palma das mãos. O letramento digital ainda é um caminho necessário e faz parte da jornada de transformação que a tecnologia traz. Das compras online aos marketplaces de crédito, o resultado tem sido o aumento do poder de escolha do consumidor e a ampliação do acesso aos serviços financeiros em que os letramentos digital, financeiro e cibernetico são pilares da sustentabilidade do crédito.

 

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elias sfeir

 

Por: Elias Sfeir Presidente da ANBC & Membro do Conselho Climático da Cidade de São Paulo & Conselheiro Certificado

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