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Apesar de Trump, sustentabilidade segue como fator determinante para o crédito

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Fonte: Folha de Pernambuco | Por Patrícia Raposo

 

Apesar da saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e de todo direcionamento do governo Donald Trump para as energias fósseis, a sustentabilidade deve continuar ganhando espaço nos planejamentos estratégicos das empresas ao redor do mundo. Pelo menos este é o entendimento do presidente da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), Elias Sfeir, para quem a mudança climática já é reconhecida como um dos principais desafios para o mercado de crédito em 2025. 

Não é à toa. Em 2024, eventos climáticos extremos causaram perdas econômicas globais de US$ 320 bilhões. No Brasil, secas severas e inundações afetaram desde o Rio Grande do Sul até a Amazônia, prejudicando a agricultura e o abastecimento, gerando despesas e elevando os índices de inadimplência. “A relação entre questões ambientais e a concessão de crédito tem se tornado cada vez mais evidente no cenário econômico atual”, pontua o presidente de ANBC. 

Sfeir diz que empresas que não aderem às normas sustentáveis enfrentam maiores dificuldades na obtenção de crédito e destaca que “a sustentabilidade está ligada à perenidade das operações, e a perenidade é a base da confiança no crédito. Sem isso, não há estabilidade para tomadores e fornecedores”. 

O setor de seguros já utiliza critérios ambientais há décadas, avaliando riscos como inundações e outros desastres climáticos. Essa experiência reforça a importância de integrar práticas sustentáveis à gestão financeira.

VETORES DA SUSTENTABILIDADE 

O avanço da sustentabilidade depende de três vetores: mercado, instituições financeiras e governo. Embora o mercado e os consumidores já estejam direcionando esforços para práticas mais sustentáveis, o papel dos governos ainda é limitado, exigindo que o setor privado encontre formas autossustentáveis de operar.

SETOR ELÉTRICO 

O setor de energia é um exemplo. Em 2023, 473 gigawatts de capacidade energética foram adicionados globalmente, com 81% provenientes de fontes renováveis. A energia fotovoltaica, cujo custo caiu 89% entre 2010 e 2022, tornou-se quase um terço mais barata que a energia fóssil. E além de econômica, é menos vulnerável a fatores políticos, como os conflitos relacionados ao petróleo.

 

AJUSTE 

“Mesmo sem subsídios governamentais, o mercado encontrou formas de ajustar-se às exigências ambientais. Isso demonstra a viabilidade econômica da transição energética”, sustenta Sfeir.

 

ABRH-PE COM NOVA DIRETORIA 

Nesta quinta será empossada a nova diretoria da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-PE) que, pela primeira vez, terá representatividade 100% feminina. Dani Maciel, CEO do Hub Ser Tão People, assume a presidência. Márcia Gonçalves, diretora de Gente e Gestão do Grupo Iquine, fica à frente do Conselho Deliberativo. Andrea Queiroz, Head do CESAR, lidera o Conselho Fiscal. A posse será às 19h, no auditório do CESAR – Moinho, no Recife.

FOODTECH 

A foodtech mineira NUU passa a oferecer seu mix original de receitas sem glúten, à base de mandioca e carbono neutro, nas gôndolas dos supermercados Hiperideal, na Bahia, nas lojas do Grupo Pão de Açúcar nos Estados de Sergipe, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Bahia e Piau, e em unidades do Palato em Maceió e Recife.

CAPACITAÇÃO DO INSPER 

O Insper, instituição de ensino superior dedicada ao ensino e à pesquisa, oferecerá capacitação de 27 de janeiro a 2 de fevereiro, na sede da Ademi-PE, no Espinheiro, com o tema “Políticas Habitacionais: Resultados e Desafios”. A iniciativa é da Secretaria Estadual de Desenvolvimento e Habitação e viabilizada pela Ademi-PE.

 

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