A semana da educação financeira

Por Elias Sfeir
Presidente Executivo-ANBC e Conselheiro Certificado-Promovendo a Disciplina de Crédito e Governança Corporativa-Brasil

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Já tratamos aqui de inúmeras medidas voltadas para o aprimoramento do mercado de crédito e dos meios de pagamento. Estamos vivendo tempos de grandes mudanças inclusive na disciplina do crédito e mercados de capital. Parte importante dessa transformação é o interesse crescente pelo tema da educação financeira, do qual também já tratamos aqui. Somente com a disseminação do conhecimento e comportamentos apropriados para credito, os efeitos das mudanças institucionais se realizarão.

Dados da plataforma Google Trends permitem visualizar um crescimento das buscas de termos relacionadas às finanças pessoais. De fato, o assunto vem mobilizando cada vez mais as empresas, entidades da sociedade civil, influenciadores digitais e a imprensa. Também merece destaque o trabalho do Banco Central, que colocou a educação financeira como um dos pilares da Agenda BC#.

Como parte do esforço conjunto de entes públicos e privados, chegamos agora à 7ª Semana Nacional de Educação Financeira (Semana ENEF), que ocorrerá entre os dias 23 e 29 de novembro. No ano passado, o evento atingiu a marca de 70 milhões de pessoas em todo o Brasil, através de mais de 14 mil ações. O setor de birôs de crédito marcou presença, como uma das referências que é sobre o assunto.

Educação Financeira

 

Neste ano, mais uma vez os birôs de crédito estarão presentes, promovendo conteúdos em diversos formatos, através de lives e podcasts com especialistas, artigos e vídeos informativos, além de capacitações e e-books gratuitos. As ações dos birôs irão abordar as mudanças no cadastro positivo, a importância da análise e da nota de crédito – assunto que tem despertado muito interesse –, a adequação das empresas à LGPD, o planejamento financeiro, o momento econômico atual e uma série de dicas práticas sobre como organizar as finanças.

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O tema da 7ª Semana ENEF será “Resiliência Financeira: como enfrentar a crise”. Resiliência é agir com pensamentos e comportamentos flexíveis para enfrentar as adversidades de forma estratégica e com menor impacto negativo. Em finanças, resiliente é aquele que consegue lidar com choques de renda sem passar por grandes apuros. A organização do evento destaca, também, os temas da educação securitária, previdenciária e fiscal.

Quantos trabalhadores foram surpreendidos com o surto pandêmico e, quando viram, o emprego já tinha ido embora? Quantos empresários descobriram, de um dia para o outro, que teriam de reduzir as suas atividades ou digitalizar rapidamente seus negócios? Até o início do ano, ninguém esperava por um evento tão extremo. A previsão era de que, finalmente, a economia engatasse um ritmo de crescimento mais acelerado este ano. De repente, o cenário todo mudou.

Dados dos birôs de crédito mostram que o hábito de fazer uma reserva financeira ainda é pouco difundido. Apenas cerca de um terço da população tem o hábito de fazer reserva financeira, sendo que a maioria, quando faz, guarda o que sobra do orçamento, sem que isso seja fruto de um planejamento. A crise ensinou, na prática, sobre a importância desses recursos.

Mas será realista falar de reservas financeiras num país de renda média? A resposta é sim. De fato, nas classes CDE, o percentual de poupadores é menor do que o observado na média geral, mas quase 30% dos brasileiros das faixas de renda menores conseguem, de acordo com pesquisas de campo realizadas pelo setor, fazer alguma poupança. E por mais que a quantia poupada seja pequena, com o tempo – e o reforço dos juros –, a soma vai crescendo. Além disso, ao desenvolver o hábito de poupar, o consumidor afasta o mau hábito de terminar o mês no vermelho.

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A Semana ENEF é uma grande oportunidade para consumidores e empresários que buscam uma vida financeira mais saudável, e para as organizações que tenham algo a contribuir com o tema. Todos os eventos serão gratuitos. Vale a pena participar porque os conteúdos contribuirão para uma vida financeira melhor!

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