crédito na era da inteligência artificial

O crédito na era da Inteligência Artificial

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O crédito na era da Inteligência Artificial: como a IA está transformando o acesso e a análise de risco no Brasil

74% das instituições financeiras relatam ganhos de eficiência e redução de custos com IA, além de 63% afirmarem avanços na prevenção de fraudes, segundo estudo da Febraban

A inteligência artificial não é mais uma promessa futura – ela já molda o presente do mercado de crédito no Brasil. Dados da Febraban revelam que 74% das instituições financeiras relatam ganhos de eficiência e redução de custos com IA, além de 63% afirmarem avanços na prevenção de fraudes.

 

Segundo Elias Sfeir, presidente da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), a IA está no centro de uma revolução silenciosa, capaz de democratizar o acesso ao crédito, especialmente para pequenas e médias empresas. “Automatizar a análise de crédito com IA reduz custos e permite atender perfis que antes ficavam fora do radar do sistema financeiro formal”, afirma o executivo.

 

O setor de birôs de crédito, que opera algumas das maiores bases de dados da América Latina, já utiliza machine learning há mais de 20 anos. Agora, com a inteligência artificial generativa e preditiva, consegue atualizar, em tempo real, notas de crédito, detectar fraudes de forma mais assertiva e acelerar a construção de modelos estatísticos, reduzindo o prazo de semanas para dias.

 

O desafio, segundo Sfeir, é garantir que a transformação tecnológica avance em equilíbrio com a regulação. “É importante a regulação entender as fronteiras da IA e diferenciar sistemas sofisticados de ferramentas computacionais convencionais. É um debate que exige diálogo entre mercado, reguladores e sociedade”, alerta Sfeir.

 

Além dos ganhos operacionais, a IA tem papel decisivo na inclusão financeira. O G20 já reconheceu que o alto custo da análise tradicional de crédito limita o financiamento para pequenas empresas. A IA, ao automatizar processos e ampliar a capacidade preditiva, quebra essa barreira.

 

“A revolução digital foi da internet. A revolução cognitiva é da IA. Talvez o nome mais adequado nem seja Inteligência Artificial, e sim Inteligência Expandida”, conclui Sfeir.

 

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