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Tecnologia e finanças: segurança e personalização orientam investimentos

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O emprego da tecnologia no sistema bancário busca tornar mais eficiente e eficaz a prestação de serviços financeiros, possibilitando maior acesso, fluidez e completude para as transações cotidianas. Na última década, a forma assumida pelos principais serviços financeiros mudou consideravelmente. As novas gerações talvez tenham dificuldade para entender o conceito de cheque pré-datado, cobrança por extrato bancário e transferências. O desenvolvimento da tecnologia da informação, que colocou a vida financeira na palma das nossas mãos, foi parte fundamental dessa transformação. O movimento ganhou escala e passa pelo processo de confiança do usuário,

Olhando adiante, depois da fase da informatização e inclusão digital, entramos na fase da inteligência e da automação. De acordo com dados da Pesquisa de Tecnologia Bancária, divulgada pela FEBRABAN, as prioridades de investimento tecnológico são cibersegurança, computação em nuvem e inteligência artificial. Blockchain e computação quântica também aparecem, com menos citações que as demais.

Citada pela totalidade dos bancos como investimento de média ou alta prioridade, a cibersegurança é pedra fundamental do desenvolvimento tecnológico da indústria bancária por dois motivos: o primeiro é que a atividade bancária requer confiança sólida dos consumidores com relação às instituições; o segundo é a evolução constante dos ataques cibernéticos, que exigem políticas e instrumentos robustos de detecção e neutralização.

A prioridade dada à segurança, conforme a pesquisa, é também uma resposta a requisitos regulatórios. Em dezembro de 2025, o Banco Central avançou as regras de segurança cibernética e de uso da computação em nuvem por meio da Resolução BCB nº 538. Entre as medidas, o normativo estabeleceu a exigência de realização de testes periódicos de invasão aos sistemas, com documentação dos resultados e plano de ação para corrigir eventuais vulnerabilidades.

A pesquisa também apontou o papel da tecnologia nas estratégias de diferenciação das instituições financeiras. A experiência do cliente foi a estratégia mais citada, mencionada por 80% das instituições financeiras. Nesse quesito, destacaram-se o uso de IA generativa no atendimento aos clientes e a realização de transações via chatbots.

Com efeito, o desenvolvimento da IA permitiu o uso de linguagem natural em transações feitas por meio de chat como alternativa ao formato tradicional de menus e campos de preenchimento, dando mais fluidez à experiência do usuário.

Os dados de volumetria dos processos bancários mostram que, ao longo dos últimos cinco anos, o volume de transações no mobile banking cresceu 169%, alcançando 187,5 bilhões de transações. A transformação é patente: enquanto a participação dos canais digitais cresceu 14 pontos percentuais entre 2021 e 2025, a dos canais físicos caiu 7 pontos percentuais.

O estudo mostra, por fim, que 76% dos clientes de instituições financeiras são “heavy users” dos canais digitais. Os clientes com essa classificação são aqueles que, ao longo dos três meses anteriores à pesquisa, realizaram mais de 80% das transações por canais digitais.

Entre os dias 24 e 26 de agosto, acontece a Febraban Tech. A Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) participará em um dos painéis, sobre o uso da inteligência artificial na nova esteira do crédito. Esse evento tradicional que acontece anualmente é uma oportunidade de debater como a tecnologia e a inovação poderão transformar ainda mais a indústria do crédito.

A nova fronteira tecnológica aprofunda o processo de análise de crédito com o emprego de inteligência analítica e conjuntos mais amplos de dados, reduzindo o risco das operações. No Brasil, temos um sistema de informações de crédito reconhecidamente desenvolvido graças à conjunção de três fatores: desenvolvimento de expertise tecnológico, emprego da tecnologiae ampliação das bases de dados.

Um sistema financeiro tecnológico permite, em suma, muito mais do que uma experiência mais fluida dos usuários: ele favorece a ampliação do relacionamento e a intermediação eficiente de recursos na economia, facilitando as transações com segurança. A tecnologia segue com papel importante na evolução do crédito e na melhoria da capacidade de avaliação de riscos oxigenando a economia através do crédito sustentável.

Obrigado pela leitura! Acesse outros conteúdos na página da ANBC.

elias sfeir anbc

 

Por: Elias Sfeir Presidente da ANBC & Membro do Conselho Climático da Cidade de São Paulo & Conselheiro Certificado

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