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By Elias Sfeir - President of the National Association of Credit Bureaus (ANBC)
The setor financeiro latino-americano atravessa o que especialistas definem como a “Era Inteligente”. A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa distante para se tornar o centro de uma transformação real: mais crédito, mais eficiência e mais pessoas incluídas no sistema financeiro, maior sustentabilidade.
No Brasil, os números falam por si. Instituições que integraram IA em processos críticos alcançaram uma redução de custos de 74% e uma melhoria idêntica na velocidade de processamento. Mais do que eficiência, a tecnologia atua na preservação da integridade do sistema, com uma redução de 63% nas fraudes. Esse avanço é sustentado por um ecossistema único, onde o PIX e o Open Finance funcionam como inovação contínua.
Os birôs de crédito brasileiros são protagonistas nessa jornada, com soluções e experiências concretas:
- Utilização da IA Generativa para entregar recomendações de crédito para PMEs em segundos, alcançando 38% dos empresários que buscam aprimorar a gestão de capital e liberando potencialmente mais de R$ 200 milhões no varejo.
- Democratização da educação financeira via ChatGPT, atendendo à demanda de 38% dos brasileiros que já consultam IAs diariamente para organizar suas finanças.
- Aplicação de machine learning para humanizar a recuperação de crédito, elevando em 10% a taxa de assertividade e garantindo um retorno sobre investimento de até 300%.
- Desenvolvimento de uma plataforma de automação analítica, reduzindo em 66% os custos de desenvolvimento de modelos, triplicando sua capacidade de produção e elevando a precisão preditiva (índice KS) em até 8 pontos.
Ao expandir a análise para a América Latina, nota-se que o crédito sustentável revela ainda mais sua face inclusiva. Alguns exemplos mais evidentes:
- In Colômbia, o uso de dados alternativos por um birô de crédito global incluiu 4 milhões de novos consumidores ao sistema tradicional.
- In México, algoritmos aplicados a um cartão de crédito reduziram a inadimplência em 50% para tomadores sem histórico formal.
- In Argentina, duas fintechs locais estão usando a IA de formas diferentes: uma analisa mais de 10.000 pontos de dados em tempo real extraídos de celulares para pontuar populações historicamente desatendidas, enquanto outra utiliza Processamento de Linguagem Natural (NLP) para classificar as transações e aplicar limites baseados em regras.
- In Equador, uma fintech especializada em oferecer crédito para empresas lideradas por mulheres, combina dados demográficos e redes de reputação social para financiar empreendedoras, posicionando o país como referência regional em governança de dados.
Por trás de cada algoritmo, há pessoas. O Modelo 10-20-70 ensina que apenas 10% do esforço transformador vem das ferramentas de IA, 20% da infraestrutura de TI, enquanto os 70% fundamentais residem em pessoas e cultura. A IA, nesse contexto, é reconhecida como “Inteligência Expandida”, uma ferramenta que potencializa o discernimento humano para a tomada de decisão.
Para que o crédito continue a impulsionar o desenvolvimento, é importante manter uma regulação de uso proporcional e inteligente, alinhada a cada mercado. Desta forma, o ambiente torna-se ideal para novos investimentos e incentiva o crédito e alavanca a inovação distribuindo os benefícios por todo o ecossistema. Com cooperação regional e responsabilidade no uso, a América Latina tem tudo para converter seu entusiasmo tecnológico em crescimento sustentável e inclusão financeira real para todos.
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