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Segurança, experiência do usuário e identidade no uso de serviços digitais

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A adesão aos serviços financeiros digitais é um fenômeno dos últimos anos. Desde a popularização dos smartphones, a tendência já existia e foi reforçada pela pandemia. Hoje, pode-se fazer transferências, empréstimos e investimentos com apenas alguns toques em tela. A vida financeira está na palma das mãos.

De acordo com a última Pesquisa de Tecnologia Bancária, da FEBRABAN, 82% das transações bancárias dos brasileiros foram feitas por canais digitais em 2024. Observa-se ainda que, entre os canais digitais, o “mobile banking” predomina com larga vantagem, representando 75% das transações totais. Para comparação, em 2020, esse percentual foi estimado em 51%.

Um dos principais atributos da digitalização é a conveniência. Também há outro fator decisivo, sem o qual a essa transformação seria inviável: a confiança dos consumidores com relação à segurança da sua conta. A confiança foi construída ao longo de anos, à medida que os processos de autenticação e validação das transações foram sendo aprimorados.

Criar barreiras à ação fraudulenta, que sempre encontra brechas, exige um esforço constante das instituições financeiras, das autoridades, além de exigir vigilância dos consumidores. Ao longo dos últimos anos, no ambiente digital, surgiram novos tipos de fraudes, sendo boa parte delas atrelada à realidade da digitalização.

Embora existam mecanismos de engenharia social por meio dos quais o usuário é levado a realizar o acesso a uma conta em proveito do fraudador, a barreira primordial está nos processos de autenticação. Aqui, um ponto de atenção, frequentemente a comodidade e a segurança podem se contrapor: quanto maior for o peso dado para segurança, menor tende a ser a comodidade, e vice-versa. O desafio é buscar o equilíbrio entre esses objetivos, permitindo que os usuários tenham uma experiência fluída e que, ao mesmo tempo, a ação fraudadora encontre barreiras robustas de segurança.

Os métodos de autenticação são variados e podem ser usados combinando vários, juntando métodos mais tradicionais, como o cadastro de senhas, com outras formas mais inovadoras, como biometria e atividade comportamental por exemplo.  Como resultado do avanço tecnológico aplicado à verificação de identidade, surge o termo “autenticação silenciosa” para descrever o estado da arte desses processos. Por esses métodos, é possível validar uma identidade sem que seja necessário solicitar ações do usuário, como a confirmação de código. Um exemplo de autenticação silenciosa é a utilização de dados de operadora de telefonia móvel.

A biometria física também cresce como opção de autenticação. Em alguns casos, essa forma pode requerer ações do usuário, como o posicionamento da face na câmera, mas já reduzem consideravelmente as fricções. De acordo com dados divulgados pelo setor dos birôs de crédito, mais de nove em cada 10 consumidores consideram essa solução tecnológica segura. Reforçando essa tendência, o Governo estabeleceu, desde novembro de 2025, a obrigatoriedade da biometria para acessar, renovar e manter benefícios sociais.

Outras indústrias, além da bancária, precisam de mecanismos sólidos e ágeis de validação da identidade. No caso do varejo, dificuldades de acesso afetam diretamente a taxa de conversão das vendas. Além de atuar no controle de riscos financeiros, o setor dos birôs tem uma forte atuação na prevenção de fraudes e identidade digital, com soluções que englobam monitoramento de CPF, detecção de atividade suspeita e ferramentas de autenticação, incluindo a biometria. Temos também a técnica de autenticação multifator (MFA) exigindo vários estágios de certificação que vem avançando e em outras geografias já se usa a técnica de Zero-trust na qual cada atividade no processo exige-se validação. Outros pontos importantes são fortalecimento dos APIs e monitoramento de terceiros.

Cabe destacar, por fim, a importância do letramento cibernético como um vetor do combate às fraudes e da seguridad no ambiente digital. Somada a processos de autenticação robustos, o letramento cibernético visa capacitar os usuários para utilizar a tecnologia da informação de forma crítica e funcional, potencializando os ganhos da digitalização e reduzindo as perdas.

 

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elias sfeir

 

Por: Elias Sfeir Presidente de ANBC & Miembro del Consejo Climático de la Ciudad de São Paulo & Concejal Certificado

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