Da mesada ao bem-estar financeiro: crianças que aprendem sobre dinheiro ajudam a fortalecer o crédito no futuro, aponta ANBC

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Entidade reforça que o contato precoce com noções de planejamento financeiro contribui para uma relação mais equilibrada com o crédito no futuro

A inserção de noções financeiras na rotina de crianças e adolescentes é uma medida com impactos diretos na saúde econômica das próximas gerações. A percepção é da Associação Nacional dos Oficinas de crédito (ANBC), que acompanha os avanços das políticas de educação financeira no Brasil e em outros países como parte de uma atuação contínua para fortalecer a sustentabilidade do sistema de crédito.

Nos Estados Unidos, o avanço foi significativo. Segundo a Consumer Financial Protection Bureau (CFPB), uma agência de proteção aos consumidores de serviços financeiros, a quantidade de estados com a disciplina obrigatória no currículo básico cresceu de sete para 29, entre 2015 e 2025. O movimento reflete a compreensão de que expor os jovens a temas como organização financeira, uso consciente do dinheiro e planejamento de gastos gera reflexos positivos na maneira como eles conduzem sua vida financeira quando adultos.

No ambiente brasileiro, o tema também avança. A Base Nacional Comum Curricular incorporou a educação financeira como conteúdo transversal, e unidades da federação como São Paulo já experimentam modelos nos quais o assunto ganha espaço como disciplina autônoma. “A inclusão desse tema nas escolas representa um avanço real. Crianças que conseguem entender como administrar recursos financeiros crescem com mais ferramentas para tomar decisões acertadas na vida adulta”, avalia Elias Sfeir, Presidente de ANBC.

A associação enumera quatro pontos centrais para que a formação financeira na infância entregue resultados consistentes. O primeiro deles é a vivência prática, que permite aos pequenos experimentar situações reais de escolha e planejamento. O segundo é a presença do tema no projeto pedagógico das escolas, assegurando que todos os estudantes tenham acesso ao conteúdo. O terceiro ponto envolve a preparação dos educadores, que necessitam de suporte técnico para tratar do assunto com propriedade. O quarto e último é a participação das famílias, criando um ecossistema onde o diálogo sobre finanças ocorre dentro e fora da sala de aula.

Projetos como o Aprender Valor, conduzido pelo Banco Central, e eventos como a Semana ENEF, que terá sua 13ª edição em 2026, mostram como a pauta vem ganhando corpo no país. Em âmbito global, a Global Money Week, promovida pela OCDE, mobiliza milhões de jovens em dezenas de países.

Para a entidade, quanto mais cedo o cidadão compreende os mecanismos do crédito, maiores são as chances de futuro bem-estar financeiro. “Formação financeira é diferente de ensinar a economizar por medo de gastar, segue mostrando como usar os recursos com inteligência. Jovens que aprendem essa lição cedo carregam para a vida adulta hábitos que favorecem o equilíbrio financeiro. Esse é o tipo de mudança que beneficia as famílias, o comércio e a economia como um todo”, finaliza Elias Sfeir.

 

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