{"id":4826,"date":"2025-04-30T15:50:26","date_gmt":"2025-04-30T15:50:26","guid":{"rendered":"https:\/\/anbc.org.br\/?p=4826"},"modified":"2025-05-02T16:04:01","modified_gmt":"2025-05-02T16:04:01","slug":"o-cenario-global-e-o-ambiente-de-credito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anbc.org.br\/es\/o-cenario-global-e-o-ambiente-de-credito\/","title":{"rendered":"El escenario mundial y el entorno crediticio: revisi\u00f3n de las previsiones"},"content":{"rendered":"<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\"><\/div>\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<p><span class=\"\">No in\u00edcio do ano, apresentei as principais previs\u00f5es econ\u00f4micas para o ano de 2025 para tra\u00e7ar as perspectivas do cr\u00e9dito. Estava clara a import\u00e2ncia de acompanhar atentamente o cen\u00e1rio externo e o desenrolar da pol\u00edtica tarif\u00e1ria prometida pelo governo americano assim como as proje\u00e7\u00f5es de crescimento na China. Passados cem dias, o que era promessa de campanha come\u00e7ou a ganhar forma, o que interfere nos progn\u00f3sticos para a economia como um todo e o crescimento da China deu uma desacelerada. Algumas incertezas geopol\u00edticas como as guerras na Ucrania e Palestina melhoraram com perspectivas de diminui\u00e7\u00e3o das atividades. O que mudou realmente nas proje\u00e7\u00f5es? Neste artigo, as previs\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o atualizadas para as principais vari\u00e1veis econ\u00f4micas e os pontos de aten\u00e7\u00e3o para os pr\u00f3ximos meses est\u00e3o em destaque.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<p><strong><span class=\"font-[700]\">PIB global em decelera\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><span class=\"\">\u00a0O cen\u00e1rio da economia global atualizado pelo Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) em abril de 2025 projeta crescimento de 2,8% para o PIB global. Se confirmado, o resultado representaria uma diminui\u00e7\u00e3o do ritmo de crescimento em compara\u00e7\u00e3o com o ano de 2024, em que o PIB global progrediu 3,3%. \u00c9 importante observar que, no cen\u00e1rio divulgado em 2025, o FMI tamb\u00e9m previa o mesmo crescimento de 3,3%, acima do previsto agora. A desacelera\u00e7\u00e3o dever\u00e1 atingir as economias emergentes e as economias avan\u00e7adas com crescimento projetado de 3,7% e 1,4%, respectivamente. A revis\u00e3o das proje\u00e7\u00f5es captura a crescente incerteza diante das tens\u00f5es comerciais e seus reflexos sobre o com\u00e9rcio e as cadeias produtivas globais. O crescimento do PIB brasileiro \u00e9 projetado em 2,0%, segundo o FMI. O valor est\u00e1 em linha com as estimativas fornecidas pelo Boletim Focus emitido pelo Banco Central. Trata-se de uma desacelera\u00e7\u00e3o do ritmo de crescimento registrado em 2024, quando o PIB avan\u00e7ou 3,4%, conforme dados do IBGE. Essa expectativa de desacelera\u00e7\u00e3o j\u00e1 era prevista desde o ano passado e permanece.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<p><strong><span class=\"font-[700]\">Infla\u00e7\u00e3o persistente<\/span><\/strong><span class=\"\">\u00a0O cen\u00e1rio de infla\u00e7\u00e3o persistente tamb\u00e9m continua. Segundo o relat\u00f3rio do FMI, os avan\u00e7os no combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o perderam for\u00e7a em alguns pa\u00edses. Em alguns casos, a infla\u00e7\u00e3o voltou a crescer e a extrapolar as metas. \u00c9 o caso do Brasil. Os n\u00fameros do IBGE indicam que o \u00edndice oficial de pre\u00e7os do pa\u00eds (IPCA) acumula alta de 5,5% em 12 meses, acima do centro e do teto da meta de infla\u00e7\u00e3o, fixada em 4,5%. As previs\u00f5es para o IPCA foram ajustadas para cima: o primeiro Boletim Focus do ano indicava infla\u00e7\u00e3o de 5,0% para 2025, mas as estimativas mais recentes apontam para um n\u00famero pr\u00f3ximo de 5,6%.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<p><strong><span class=\"font-[700]\">Pol\u00edtica monet\u00e1ria em compasso de espera<\/span><\/strong><span class=\"\">\u00a0A previs\u00e3o para a taxa SELIC se mantem \u00a0\u00a0desde o come\u00e7o do ano. Segundo o Boletim Focus, a taxa b\u00e1sica de juros deve terminar 2025 fixada em 15% ao ano. Atualmente, o patamar \u00e9 de 14,25% ao ano. Nos EUA, o FED tamb\u00e9m optou por compasso de espera: no m\u00eas anterior, a autoridade monet\u00e1ria americana manteve a taxa b\u00e1sica de juros entre 4,25% e 4,5% ao ano, aguardando novas defini\u00e7\u00f5es sobre a pol\u00edtica tarif\u00e1ria. A cautela se justifica pelo receio de que essa pol\u00edtica possa gerar novo crescimento inflacion\u00e1rio nos Estados Unidos. Uma mudan\u00e7a na trajet\u00f3ria esperada para os juros americanos afetaria o c\u00e2mbio, com impactos relevantes nas taxas de juros globais.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<p><strong><span class=\"font-[700]\">Cr\u00e9dito e endividamento em ascens\u00e3o<\/span><\/strong><span class=\"\">\u00a0Por v\u00e1rias raz\u00f5es, inclusive estruturais, as proje\u00e7\u00f5es continuam indicando crescimento robusto do cr\u00e9dito no Brasil. No entanto, houve uma redu\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao previsto no in\u00edcio do ano: em dezembro, previa-se avan\u00e7o de 9,0% na carteira de cr\u00e9dito; em mar\u00e7o de 2025, caiu para 8,6%. Existe consenso de que o cr\u00e9dito continuar\u00e1 a crescer a um ritmo menor do que o observado em 2024. Esse avan\u00e7o ocorrer\u00e1 num ambiente de juros mais altos, o que demanda aten\u00e7\u00e3o aos dados de inadimpl\u00eancia e endividamento das fam\u00edlias. Informa\u00e7\u00f5es dos bir\u00f4s de cr\u00e9dito mostram aumento no n\u00famero de consumidores negativados. Em fevereiro, esse n\u00famero chegou a 75 milh\u00f5es. J\u00e1 os dados do Banco Central mostram que o endividamento das fam\u00edlias voltou a subir, chegando a 48,7% em janeiro de 2025. \u00a0Esse cen\u00e1rio de cr\u00e9dito mais caro e maior comprometimento da renda com d\u00edvidas exige cautela para evitar o superendividamento e o aumento da inadimpl\u00eancia.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<p><strong><span class=\"font-[700]\">Em resumo<\/span><\/strong><span class=\"\">, o di\u00e1logo e a coopera\u00e7\u00e3o internacional ser\u00e3o fundamentais para ajuste das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, evitar o recrudescimento da infla\u00e7\u00e3o e uma desacelera\u00e7\u00e3o mais acentuada da economia global. No plano interno, a conjuntura de incerteza demanda uma pol\u00edtica econ\u00f4mica focada na estabilidade, frente \u00e0 crescente vulnerabilidade financeira evidenciada pelos \u00edndices de inadimpl\u00eancia.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #222222; font-family: Montserrat, sans-serif; font-weight: bold; letter-spacing: -0.025rem;\">Obrigado pela leitura! Acesse outros conte\u00fados na<\/span><a style=\"font-family: Montserrat, sans-serif; font-weight: bold; letter-spacing: -0.025rem;\" href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/anbc-associa%C3%A7%C3%A3o-nacional-dos-bir%C3%B4s-de-cr%C3%A9dito\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0p\u00e1gina da ANBC<\/a><span style=\"color: #222222; font-family: Montserrat, sans-serif; font-weight: bold; letter-spacing: -0.025rem;\">.<\/span><\/p>\n<div class=\"article-main__content\" data-test-id=\"publishing-text-block\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"h3-xl\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1261\" style=\"font-size: 1rem; color: #333333; font-family: Roboto, 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-weight: 300;\" src=\"http:\/\/anbc.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/elias-sfeir.webp\" alt=\"elias sfeir\" width=\"100\" height=\"100\" \/><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6>Por: Elias Sfeir Presidente da ANBC &amp; Membro do Conselho Clim\u00e1tico da Cidade de S\u00e3o Paulo &amp; Conselheiro Certificado<\/h6>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A principios de a\u00f1o, present\u00e9 las principales previsiones econ\u00f3micas para el a\u00f1o 2025 con el fin de esbozar las perspectivas del cr\u00e9dito. 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