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Em anos anteriores, 45% já utilizaram a restituição para pagar dívidas; segundo Associação Nacional dos Bureaus de Crédito, 76,1% da população estão endividados
Um quarto dos contribuintes pretende usar o dinheiro da restituição do Imposto de Renda para pagar dívidas, 23% precisarão quitar contas básicas, e 11% terão de resolver um débito que não estava previsto. Apenas 16% dos entrevistados vão conseguir poupar o valor a ser ressarcido, e 14% pretendem investir. Foi o que apontou levantamento encomendado pela Serasa e produzido pelo Instituto Opinion Box, que ouviu 1.973 consumidores de todas as regiões.
Apesar de as declarações poderem ser entregues até o dia 30 de maio, o calendário de restituição se inicia neste mesmo dia para os chamados contribuintes com prioridade legal (com mais de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave e educadores) que fizeram a declaração mais cedo.
Apesar de não ser novidade o uso da restituição para honrar compromissos financeiros, a pesquisa indica uma significativa alta no destino do dinheiro do leão para pagar contas: em anos anteriores, apenas 45% usaram o recurso para negociar pendências – contra os 67% que pretendem fazer esse uso agora.
Analisando todas as respostas dos contribuintes que têm imposto a ser restituído, percebe-se que 7% dos entrevistados projetam usar a devolução para cuidar da saúde e 6% conseguirão usar o dinheiro para compras ou viagens. Uma pequena parcela de 3% imagina usar o dinheiro ou parte dele para a reforma de seu imóvel e 2% já contam com o valor para contribuir num negócio próprio.
O Brasil atingiu a marca de 200 milhões de pessoas com algum tipo de relacionamento com o sistema financeiro. No entanto, mais de três quartos da população (76,1%) estão endividados, cenário que reacende o debate sobre o que de fato significa inclusão financeira de qualidade. Esse foi o alerta feito pela Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) ao G20 em fevereiro.
A recent survey showed that the biggest concern for Brazilians today is being able to support themselves financially and pay off debts. The problem not only affects the pocket, but also physical and mental well-being. Among those interviewed with outstanding debts, 82% reported negative impacts on their mental or physical health due to financial stress.