Empreendedor por necessidade é um grande beneficiário do novo Cadastro Positivo

Autor: Elias Sfeir
Presidente Executivo-ANBC e Conselheiro Certificado-Promovendo a Disciplina de Crédito e Governança Corporativa-Brasil

Compartilhe [addthis tool=”addthis_inline_share_toolbox_m3zg”]

 

Somente no ano passado, o número de novas empresas no Brasil cresceu 14% em relação ao ano anterior, de acordo com levantamento do setor. O destaque ficou por conta da criação de microempresas individuais, também conhecidas como MEIs. Mais de 77% das empresas criadas foram constituídas nessa modalidade.

EmpreendedorUma das explicações para esse predomínio das MEIs tem relação com o chamado “empreendedorismo por necessidade”. Ou seja, por não encontrar um emprego com carteira assinada, já que o desemprego vem se mantendo em patamar alto, o brasileiro é levado a abrir sua própria empresa. Esses empreendedores têm em comum o fato de não poderem oferecer garantias, como um imóvel, para obter crédito, o que resulta em dificuldade para contratar um empréstimo nas instituições financeiras tradicionais.

Em caso de aprovação pelo Senado Federal do PLS 212/2017, que altera a legislação do Cadastro Positivo, e posterior sanção presidencial, maior número de consumidores e empresas, especialmente microempresas individuais, terá acesso a empréstimos e financiamentos. O novo CP contribuirá ainda para a redução do spread bancário, o que significa que o crédito ficará mais barato para todos. Esse modelo, chamado de opt-out e adotado de forma bem-sucedida em mais de 70 países, inclui automaticamente os consumidores, com possibilidade de saída a qualquer momento.

Segundo o Sebrae, micro e pequenas são as empresas que mais geram empregos. Com acesso ao crédito, esses negócios têm condições de ampliar sua atuação mercadológica, estimulando a economia e a geração de empregos.

Vale lembrar que já existem iniciativas voltadas para os microempreendedores individuais e os microempresários. As fintechs têm ocupado esse espaço intermediando crédito para o microempreendedor. Os birôs participam desse processo com o fornecimento de avaliação de risco de crédito de forma equilibrada e isenta a todos os setores econômicos, incluindo as micro e pequenas empresas.

VEJA TAMBÉM:  A nova fronteira da tecnologia da informação