A relevância da prevenção de fraudes e os birôs de crédito

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Imagine a cena, caso já não tenha passado por ela: você recebe uma mensagem de um familiar dizendo que teve algum problema e que precisa de uma transferência bancária urgente, só até você ele recuperar o acesso à própria conta. O que você faria? Esse é um tipo de golpe conhecido e, quando surgiu, fez ainda mais vítimas.

Cada vez mais, queremos resolver tudo na palma da mão. Quanto menos cliques, melhor. Isso facilita a vida e nos torna vulneráveis a fraudes. Elas surgem a todo momento e de formas diferentes. É preciso reconhecer que a inovação e a criatividade avançam nas duas pontas: bem e mal. E a carência de educação financeira e digital torna ainda mais fácil a atuação dos fraudadores.

As empresas do setor de birô de crédito empoderam usuários com suas soluções avalição de crédito, antifraude, de recuperação de crédito, prospecção de negócios, passando pelo monitoramento de carteira de clientes, entre outras.

Dados do setor a partir de uma pesquisa realizada pelo em vários países mostraram que, no Brasil, as suspeitas de fraudes envolvendo serviços financeiros foram as que mais cresceram entre 2019 e 2021, com avanço de 419,9%. No mundo como um todo, o crescimento foi de 60,5%. O avanço acelerado desse tipo de fraude está relacionado com a crescente digitalização das finanças.

No Brasil, a fraude mais temida pelos consumidores é a do cartão de crédito: 76% relataram essa preocupação. Em seguida, aparece o roubo de identidade. A preocupação com a segurança dos cartões foi mencionada com destaque por consumidores de diversos outros países, como EUA, Canadá, México e Chile.

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Uma estimativa da empresa Crowe, em 2019 em parceria com a Universidade de Portsmouth, indica que as perdas anuais de indivíduos e empresas chegam a US$ 5 trilhões. O número é tão grande que precisa ser comparado com alguma coisa: isso representa algo como 6% do PIB global.

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No caso brasileiro, estudos dos birôs de crédito mostraram que, em 2021, 46% dos internautas relataram ter sofrido algum tipo de golpe financeiro nos últimos 12 meses, um número que corresponde a cerca de 12,1 milhões de pessoas. Entre os problemas mais frequentes, os consumidores fraudados relataram o não recebimento de produtos comprados pela internet ou o recebimento de algo diferente do que fora comprado, além da contratação de serviços em seu nome e sem autorização. O estudo estimou um prejuízo de R$ 1,8 bilhão por esses consumidores.

A Javelin apresenta um estudo de tipos de golpes criminais por Gerações:

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Os avanços tecnológicos vieram para ficar e temos que lidar com a fraude neste novo espaço. Na verdade, há diversas formas de mitigar os riscos de fraude. No uso dos aplicativos de mensagens, por exemplo, uma atitude simples e ao alcance de todos é ativar a verificação em duas etapas, dificultando o acesso aos seus contatos por meio de outros dispositivos.

O compartilhamento de dados sensíveis por meio de ligações também é algo que deve levantar o alerta. Instituições financeiras e empresas têm intensificado campanhas apontando para esse perigo, informando que as abordagens oficiais com seus clientes são diferentes. Conferir a autenticidade de sites e aplicativos antes de fazer um cadastro é outra medida importante.

As empresas também estão sujeitas a golpes. Os e-mails corporativos podem ser a porta de entrada de links maliciosos para o roubo de informação, além do uso indevido do CNPJ. Estudos feitos pelos birôs de crédito mostram que 70% das empresas globais relatam que a preocupação com fraudes aumentou, sendo que, no Brasil, esse percentual alcançou 81%. As fraudes afetam as empresas de outra forma, utilizando-se da confiança que os consumidores depositam nelas. Assim, as empresas necessitam de controles que protejam elas próprias e seus clientes.

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Enquanto as fraudes ganham complexidade, o mercado conta com aliados na mitigação de riscos, que são os birôs de crédito. Entre as soluções que oferecem, há o monitoramento de consultas ao CPF e CNPJ, checagem de comportamento de navegação, validação de dados cadastrais, quiz antifraude, biometria ou ainda a combinação de várias soluções, o que traz a sustentabilidade do negócio do credor, manutenção do relacionamento e a proteção de clientes atuais e futuros.

Algumas vítimas só ficam cientes das fraudes quando tentam contratar crédito, porém, com todo esse arsenal oferecido pelos birôs, é possível identificar muito antes a ação dos fraudadores.

Do lado do governo, o Banco Central disponibiliza o Registrato. Essa plataforma apresenta de forma gratuita informações importantes da vida financeira dos brasileiros, como dados sobre empréstimos ativos em seu nome, bancos e corretoras em que possui conta, suas chaves Pix, histórico de relacionamento bancário, entre outras. Trata-se de uma ferramenta de consulta importante para quem quer se manter atento ao uso indevido do próprio nome.

Já do lado dos bancos, a FEBRABAN tem organizado ações como a recente Semana da Segurança Digital. A iniciativa, que conta com a participação de 26 associados, promove a conscientização sobre a importância do uso seguro de canais digitais para prevenir golpes e fraudes. Falsas centrais de atendimento, phishingWhatsApp, boletos e roubos de dados armazenados no celular estiveram no foco das discussões.

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As fraudes existem e nos desafiam a cada dia. O avanço tecnológico fez surgir variações, que se atualizam na velocidade da luz. Como lidar com isso? Com a disseminação de informações e facilitação a mecanismos que minimizem a ação fraudulenta. Do lado do consumidor, a atitude antifraude, o que envolve, além de se informar sobre o assunto, explorar ferramentas e, de fato, monitorar suas informações. Os benefícios da inovação financeira, em termos de inclusão, eficiência e bem-estar, já começam a ser verificados. Pode-se dizer que esse é um caminho sem volta. E quanto mais educados e preparados formos para lidar com esse novo mundo de inovação, mais difícil será tirar proveito dos golpes financeiros.

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